Testemunhos

Escolher o mar, sem experiência de vela

Nem todos os projetos no mar começam com anos de experiência.
Para Brigitte e Étienne, começaram com uma decisão clara: trocar uma casa de férias por um barco.

Grupo Siroco

Entusiastas Marítimos

Aos 65 anos, e após vender a sua empresa, Étienne optou por um caminho menos convencional. Em conjunto com Brigitte, escolheu investir num catamarã - não como lazer pontual, mas como base para uma nova fase de vida.

A lógica era simples: mobilidade, flexibilidade e liberdade.

Sem um percurso sólido na vela - apenas experiências ocasionais - o casal optou por uma abordagem progressiva.

Antes da utilização autónoma do barco, passaram por várias etapas:

  • um período inicial com apoio de um skipper experiente
  • semanas de aprendizagem acompanhada
  • e, por fim, navegação independente

O processo foi estruturado, mas acessível. Segundo o próprio casal, a adaptação foi rápida, muito devido à estabilidade e facilidade de manobra do barco.

O momento decisivo.

A decisão final aconteceu durante um teste no salão de Cannes.

Com cerca de 18 nós de vento, o Excess 14 ultrapassou os 10 nós de velocidade - um ponto de viragem para Étienne, que até então associava catamarãs a menor performance.

O que encontrou foi um comportamento mais dinâmico do que esperava, mantendo ao mesmo tempo estabilidade e controlo.

Se a decisão técnica foi importante, o fator humano teve peso equivalente. Brigitte valorizou sobretudo o espaço a bordo, a luminosidade e a capacidade de receber a família.

A configuração escolhida reflete isso mesmo: um layout preparado para acolher filhos, netos e amigos, transformando o barco num espaço social, não apenas de navegação.

Este projecto, no entanto, não se limita ao uso privado. O catamarã é atualmente utilizado de forma mista: navegação pessoal e gestão em charter

Esta abordagem permite equilibrar experiência, utilização contínua e otimização do investimento.

O caso de Brigitte e Étienne reflete uma mudança crescente no perfil de proprietários:

  • entrada no mundo da vela sem background técnico profundo
  • aprendizagem progressiva
  • valorização do conforto sem abdicar da navegação
  • utilização híbrida (lazer + charter)

Mais do que uma história pessoal, este projeto ilustra uma mudança de paradigma: Não é necessário um percurso longo na vela para entrar no mundo da navegação mas é essencial ter um projeto claro.

E, sobretudo, escolher um barco que permita crescer com ele.


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